sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

PROGRAMA URBANO ENCERROU SUA SEGUNDA ETAPA

Ontem, 10 de dezembro, de 2015, dia Internacional dos Direitos Humanos, nossa equipe do Programa Urbano se reuniu com, amigos, parceiros e autoridades para celebrar três anos de muito trabalho pela Cidade de São Paulo, especialmente a  população mais pobre, que é a que mais sofre. Foi um momento de muita alegria com boa dose de satisfação por analisarmos que o projeto  “Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável: redução da vulnerabilidade social, ambiental e climática das comunidades de baixa renda em São Paulo”, deixa boa contribuição para nosso município.

Para nós não foi apenas uma cerimônia de encerramento, foi sim uma grande celebração de do trabalho realizados nesta segunda fase do Programa Urbano, que começou em janeiro de 2013.  Temos que destacar que sem o financiamento da União Europeia e a parceria com a CAFOD – Agência Católica da Inglaterra e país de Gales para a Cooperação Internacional, esse belo trabalho que envolveu  membros da  APOIO - Associação de Auxílio Mútuo e do MDF- Movimento de defesa dos Favelados  não teria tido o mesmo resultado.

O evento de ontem contou com  a presença do Secretário Municipal da Habitação, João Sette Whitaker Ferreira; do Diretor Presidente da COHAB, João Abukater Neto;  Sra. Denise Verdade, representando a Delegação da União Europeia no Brasil,  Clare Dixon,  Cecília Iório e Emily Muville, representantes da CAFOD;  Benedito Barbosa da Central de Movimentos Populares, que compuseram a mesa e  de representantes das famílias beneficiárias e das entidades da sociedade civil.

Já na abertura  as crianças do Centro Cultura da Vila Prudente fizeram apresentação de dança e música. Na sequência os presentes puderam ouvir a avaliação da caminhada do projeto e seus resultados com as coordenadoras Heluiza Soares e Sueli de Fátima Almeida e também das  autoridades e representantes das entidades presentes. Houve ainda a apresentação de um vídeo da União Europeia sobre seu papel como parceiro co-financiador do projeto.   
O principal desafio do Programa Urbano tem sido casar a luta pela moradia, direito humano fundamental,  com a sustentabilidade. Para atingir este objetivo temos trabalhado com educação popular sobre a contribuição da poluição para as mudanças climáticas, a vulnerabilidade dos mais pobres diante das catástrofes provocadas pelo aquecimento global: fortes chuvas, com deslizamentos, enchentes e  períodos longos de seca com falta d’água.  Estas questões antes mais restritas aos ambientalistas e espaços escolares foram levadas para as comunidades pobres onde o Programa Urbano atua. Produzimos uma cartilha com informações em linguagem acessível que foram muito úteis nas oficinas.  Durante o período da grave crise de abastecimento pelo qual passou a cidade de São Paulo, em 2012, as oficinas de educação foram ampliadas e passamos a ensinar a construir cisternas para captação de água da chuva e também a produzir hortas urbanas.  Neste link  é possível visualizar o mapa de cisternas que foram implantadas.

Toda essa experiência foi compilada em duas ações, que deixamos como contribuição ao final desse processo: Um projeto Piloto de Cidade Sustentável e um Documento de incidência política.
O  Projeto Piloto de cidade, produzido com a ajuda do Arquiteto Rainer Grassmann e do Rafael Pacini,  está disponibilizado  no site www.saopaulosustentavel.com,  - que juntamente com a Cartilha “O Povo quer Moradia digna e sustentável”, disponível para download no site do PU, são instrumentos que foram  produzidos por nós,  com objetivo de empoderar os  cidadãos e as cidadãs  para a cobrança das autoridades,  do cumprimento das legislações ambientais,  e ao mesmo tempo  educar para as responsabilidades individuais, na preservação ambiental e nas adaptações, das residências e da vivência,  para a sustentabilidade. 

O Documento de Incidência Política foi entregue para o Secretário de Habitação do Município de São Paulo, na cerimônia de ontem, com propostas de moradia sustentável, que foram elaboradas com base na experiência de participação popular do Programa Urbano,  durante os três anos de duração do projeto.

Ao final os presentes assistiram a um vídeo, dirigido e editado pelo cineasta Manuel Moruzzi. Belíssima obra que consegue captar boa parte das experiências vividas pelos educadores no dia-a-dia de seus trabalhos na base, com as famílias em extrema vulnerabilidade sócio-ambiental e a alegria plena dos que já conquistaram suas moradias definitivas. 

E festa boa tem que ter comida. Encerramos degustando as delícias preparadas pela turma da Cooperativa de mulheres Pão e Arte.  Que venha a próxima fase! 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Cerimônia de Encerramento do Projeto




















A cerimônia de encerramento do projeto acontecerá na quinta-feira dia 10 de dezembro de 2015, às 19h, no  Colégio Maria Imaculada, Rua Maestro Cardin, 1.144 (6ºandar),  Bela Vista --  São Paulo - SP.  O evento celebrará também o Dia Internacional de Direitos Humanos. Presença confirmada da CAFOD e da Delegação da União Europeia no Brasil.


O objetivo deste Projeto, implementado de janeiro de 2013 a dezembro de 2015, é contribuir para uma cidade inclusiva, através da melhoria das condições de vida e diminuição da vulnerabilidade socioambiental de comunidades que vivem em situação de pobreza em São Paulo.

Este projeto é uma parceria entre duas entidades do Programa Urbano: a APOIO (Associação de Auxílio Mútuo) e o MDF (Movimento de Defesa do Favelado – Região Episcopal Belém). O projeto conta com o apoio de CAFOD (Agência Católica para a Cooperação Internacional da Inglaterra e país de Gales) e o co-financiamento da União Europeia.

Sua presença é essencial no evento. Contamos com sua participação e nos colocamos a disposição para eventuais esclarecimentos.

Para confirmação, favor enviar e-mail para apoioimprensa@gmail.com ou nos telefones (11) 9534-2913  (Heluíza) ou (11) 99818-8105 (Sueli).

Atenciosamente,


                    Heluíza Regina Soares                     Sueli de Fátima de Almeida Machado
                Coordenadora do Projeto                            Coordenadora do Projeto  
                 APOIO                                                      MDF
                                                                                          



“Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável: redução da vulnerabilidade social, ambiental e climática das comunidades de baixa renda em São Paulo”

Entidades realizadoras: MDF, APOIO e CAFOD
Local: Rua Maestro Cardin, 1.144 (6ºandar),  Bela Vista -  São Paulo - SP
Data: Quinta-feira 10 de dezembro de 2015, Horário: 19:00 horas  

Objetivo: Dar visibilidade ao projeto e seus resultados na promoção de uma cidade justa e sustentável em São Paulo, comemorando seu encerramento no Dia Internacional dos Direitos Humanos, e dar reconhecimento e agradecer aos principais envolvidos, incluindo às famílias e lideranças comunitárias, à equipe das entidades realizadoras, e aos parceiros e apoiadores.

Programação da Cerimônia
19h00 – Chegada -  Apresentação das Organizações e Representantes Presentes
ü  Chegada e assinatura de lista presença
ü  Animação das crianças do Centro Cultural Vila Prudente
19h15 – Abertura do evento e Apresentação do Projeto
ü  Bem-vinda da Coordenação: Saudação de boas-vindas, apresentação dos convidados (público das comunidades, autoridades, organizações executoras e parceiras, e União Europeia); apresentação da programação do evento e objetivo.
19h30 - Momento das falas da Mesa: Composição da mesa: Coordenação do projeto (APOIO e MDF); Cecília Iorio (CAFOD); Sra. Denise Verdade (Delegação da União Europeia); representantes das autoridades locais, e representantes de sociedade civil. 
ü  Apresentação sobre a caminhada do projeto e seus resultados (MDF, APOIO) (10 mins)
ü  Fala de CAFOD (5 mins)
ü  Apresentação da União Europeia e seu papel como parceiro co-financiador do projeto e vídeo – Sra. Denise Verdade, representante da Delegação da União Europeia no Brasil (10 mins).
ü  Breve saudação e intervenção dos representantes presentes das autoridades locais, ONGs e movimentos parceiros (2 mins cada).
20h00 – Apresentação pública do Projeto Piloto e Depoimentos (20 minutos)
ü  Projeto Piloto de moradia sustentável e propostas de incidência do projeto
ü  Vídeo com depoimentos das famílias e comunidades
20h20 – Agradecimentos e fechamento (10 minutos)
20h30 – Coquetel de Encerramento
21h30  – Encerramento do evento



Sobre o Programa Urbano
O Programa Urbano atuando desde 2007 para a redução da pobreza urbana em São Paulo. O Programa é uma colaboração implementada pelos parceiros APOIO (Associação de Auxilio Mútuo) e MDF (Movimento em Defesa dos Favelados), com apoio de CAFOD (Agencia Católica para o Desenvolvimento Internacional da Inglaterra e País de Gales). Esta iniciativa tem como objetivo melhorar o acesso de famílias de baixa renda, especialmente aquelas chefiadas por mulheres, a políticas públicas de moradia e serviços básicos em favelas, áreas de moradia irregular e cortiços, em São Paulo, diminuindo sua vulnerabilidade frente às dimensões econômicas, ambientais e às mudanças climáticas.

Em 2012, o Programa obteve co-financiamento da União Europeia para implementar o Projeto “Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável” em São Paulo. Este projeto segue 3 eixos fundamentais de ação: o fortalecimento comunitário a partir da organização, formação e participação popular; a promoção de políticas públicas sustentáveis de urbanização, moradia popular e serviços básicos de adaptação e redução dos riscos de mudanças climáticas; e o fortalecimento das propostas e parcerias com organizações locais, junto a autoridades.

Sobre as entidades executoras
APOIO - A Associação de Auxílio Mútuo iniciou suas atividades em 1992, durante a Campanha de Combate à Fome. A partir de 1996, implementou atividades junto a moradores de favelas e cortiços. Parcerias com entidades internacionais permitem, à APOIO, presença permanente na organização de pessoas e grupos comunitários, em defesa de direitos sociais na cidade de São Paulo.

MDF - O Movimento de Defesa do Favelado nasceu na década de 70, da luta dos favelados por saneamento básico, água, luz, rede de esgoto e terra. Essa luta se concretizou na Região Belém, através da formação de pequenos grupos que se juntaram, apoiados na fé e no sonho de transformar um mundo de miséria em um mundo de partilha. Hoje atua em 40 favelas a partir do tripé de Solidariedade, Presença e Resistência.

Sobre os apoiadores
CAFOD - A Agência Católica da Inglaterra e país de Gales para a Cooperação Internacional atua em 40 países em parceria com mais de 300 organizações da sociedade civil para combater a pobreza e promover um mundo mais seguro, sustentável e pacífico. No Brasil, a CAFOD trabalha desde 1968 acompanhando a organizações de sociedade civil para contribuir com o combate à exclusão social e econômica.

União Europeia - A União Europeia é uma parceria econômica e política com características únicas, constituída por 28 países europeus. Juntos, ao longo de um período de 50 anos, construíram uma zona de estabilidade, democracia e desenvolvimento sustentável, preservando, ao mesmo tempo, a sua diversidade cultural, a tolerância e as liberdades individuais. A União Europeia está empenhada em partilhar as suas realizações e os seus valores com países e povos para além de suas fronteiras.

Para saber mais:


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Mais de 50 cisternas instaladas para captação de água de chuva


Em paralelo à  luta junto ao poder público, pela implementação de medidas estruturais, o  Programa Urbano iniciou um trabalho com as comunidades para mitigar os problemas de abastecimento de água, realizando oficinas de produção e implantação das cisternas.

Com o apoio da Cartilha , as oficinas de construção das cisternas envolvem também as crianças e os jovens  das comunidades.  Depois de prontas são acopladas à calha do telhado, reservam a água de chuva, que serve para lavar banheiros e quintais. A experiência tem sido multiplicada nas favelas e comunidades onde o Programa Urbano atua.  Também já foi levada para outros municípios e até outros países através de inúmeras reportagens de diferentes veículos de comunicação. Atualmente  são mais de 50 cisternas instaladas, as localidades podem ser vistas no Mapa Cisternas.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

IMIGRANTES NA OCUPAÇÃO ARMÊNIA

A educadora do Programa Urbano, Josélia Martins assessora as famílias sem-teto da Ocupação Armênia. Cinquenta famílias habitam o prédio que foi ocupado no mês de Abril de 2015. O imóvel estava abandonado, cheio de lixo, há mais de 10 anos e tem dívidas que ultrapassam os dois milhões de reais. Algumas de imigrantes também só têm encontrado acolhimento nas ocupações, com os sem-teto da rica Cidade de São Paulo, a família dos bolivianos Simon Ruiz Bautista  e Sonia Mamami Ibanez é uma delas.

Simon e Sonia têm cinco filhos, enfrentaram todo tipo de dificuldades impostas  às famílias em situação de extrema vulnerabilidade em São Paulo,  e com o agravante de além de  pobres serem imigrantes. "Saia cedo e só voltava tarde da noite, só via meus filhos no final de semana", relata Simon, com lágrimas nos olhos. Sonia também tem tristes lembranças da confecção onde trabalhava. "Não me deixavam folgar nem no feriado. Me disseram que eu era Boliviana e tinha que trabalhar. Não tinha que descansar em feriado de brasileiros", afirma.

Desde o mês de agosto a  família vive com seus cinco filhos na Ocupação Armênia. " Não dava mais para pagar o aluguel. O dono queria que a gente saísse. Passei por que e vi escrito 'Luta por moradia', pensei comigo: 'Quero lutar', recorda Simon.

O casal conta que foi  bem recebido pelos coordenadores:  Simon conta que chegou da Bolívia em 2005, já tinha uma filha,  conheceu Sonia e teve mais quatro filhos com ela.  "Eu não tenho mais condição de voltar à Bolívia. Só tinha minha mãe lá e ela já morreu.  Cheguei aqui quase chorando e eles disseram não precisa chorar, nós vamos ajudar vocês." lembra Simon "Eu estava desesperada, ia ser despejada, eu não sabia o que fazer. Aí a gente conheceu a Josélia. Para nós foi como um anjo caído do Céu, pra nós e pra nossos filhos. Antes a gente não conseguia nem comprar roupa para nossos filhos. Conheci muitas pessoas boas aqui que nos ajudaram". afirma Sonia.

Hoje a família, apesar da precariedade física do imóvel, declara que sua vida melhorou muito, Com o dinheiro da rescisão da confecção onde trabalhavam compraram duas máquinas e trabalham em casa,  "Estamos muito felizes, muito sossegados aqui na ocupação, mudou bastante nossa vida. Levamos as crianças pra creche pela manhã, pegamos à tarde, e vivemos tranquilos."

A educador Josélia Martins orienta  e acompanha as famílias, para as matrículas nos postos de saúde, vagas em creche/escola, e na incidência junto ao poder público pelo direito à moradia.



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Manifestações no Dia Mundial do Sem Teto pelo Minha Casa Minha Vida III

Educadores do Programa Urbano participaram em São Paulo dos atos que aconteceram em pelo menos  mais 15 capitais brasileiras,  para pedir  o lançamento imediato da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida, nesta segunda-feira, Dia Mundial dos Sem-Teto. 

O ato que reuniu os movimentos de moradia  aconteceu na porta da Caixa Econômica Federal na Praça da Sé onde um acampamento está montado. Os movimentos cobram o lançamento e início imediato do programa Minha Casa, Minha Vida III;  o retorno de R$ 5 bilhões que foram cortado da área habitacional, para o orçamento 2016 e a destinação para moradia popular,dos imóveis da União  postos à venda. 


Os movimentos articulados nessa luta, junto ao poder público, pelo direito dos sem-teto são: Central dos Movimentos Populares (CMP), Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Movimento de Luta dos Bairros e Favelas (MLB), União Nacional por Moradia Popular (UNMP) e o Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU).

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Operação Urbana Bairros do Tamanduateí


Para discutir o impacto que a Operação Urbana Bairros do Tamanduateí representará para os moradores das favelas de Vila Prudente, Educadores do Programa Urbano reuniram moradores  da Viela da Sabesp (Rua Henry Ford), Ilha das Cobras (Rua João Afonso) e Portelinha (Rua Dianópolis com Rua Pacheco e Chaves), Zona Leste da Capital Paulista, nesta segunda-feira,28.

O encontro aconteceu na Igreja da Comunidade São José Operário,  na Favela de Vila Prudente. O objetivo é mobilizar a comunidade para lutar pela garantia da moradia, nesse processo de retirada das famílias para revitalização das margens do Tamanduateí e criação de 20 mil moradias populares.


OPERAÇÃO URBANA BAIRROS DO TAMANDUATEÍ
Em São Paulo, as operações urbanas sempre concederam ao mercado imobiliário uma verdadeira “licença para matar” regiões inteiras da cidade. Até agora representaram apenas uma parceria para a exclusão social. Queremos reverter esta perspectiva garantindo o direito à cidade, radicalizando a democracia, priorizando uma visão socioambiental e convidando os proprietários e empreendedores a compatibilizar o interesse público com o meramente individual.
Para contribuir nessa discussão, as entidades que atuam historicamente na luta pela regularização e urbanização das favelas, os movimentos dos sem teto, os encortiçados, os urbanistas comprometidos com a mudança social e os estudantes convidam a todos os interessados a construir coletivamente uma plataforma de lutas que proponha alterações na minuta apresentada pela Prefeitura.
(Veja no site da Prefeitura mais informações sobre a Operação Urbana Bairro do Tamanduateí. Acesse também o link para contribuições à minuta do projeto de lei)
Em defesa da cidade e contra a expulsão dos trabalhadores, defendemos:
Mais debates, maior consenso – A fase final do debate no executivo deve permitir a pactuação mínima das principais divergências. Queremos a realização de, no mínimo, mais seis audiências públicas e também a análise do Conselho Municipal de Política Urbana, anteriores à elaboração do projeto de lei e que permitam: discutir o modelo de adensamento proposto, a política de habitação que deverá ser implantada, a radicalização da aplicação dos instrumentos urbanísticos, tais como as ZEIS, a cota de solidariedade, o parcelamento e a edificação compulsórios, as formas de controle social, entre outros.
Do teto e do chão não se abre mão! – Os moradores das favelas, dos quintais e cortiços e a população de rua até hoje só conheceram a mão forte da especulação imobiliária. O Estatuto da Cidade ainda não chegou para a maioria. Queremos a clara indicação de que os atuais moradores não sejam expulsos pela valorização imobiliária. Queremos prioridade para a urbanização das favelas e para a moradia popular, com mutirão e autogestão, com a relação de favelas listadas na lei e garantia de acesso e atendimento aos atuais moradores.
Adensamento para quem? – O adensamento populacional proposto é claramente antipopular. Prioriza e estimula o mercado, cuja forma de desconstruir o tecido urbano é conhecida. Queremos o detalhamento da produção imobiliária que se almeja, com a atualização das informações necessárias à compreensão do déficit habitacional existente e a formulação de uma estratégia para sua superação.
Não à relocação de ZEIS. – A principal característica das ZEIS é a garantia de terra bem localizada. A demarcação destas áreas é fruto de uma pactuação pública, realizada no Plano Diretor sob ampla participação social. Rever esta pactuação é um retrocesso injustificado. A quem interessa rever as ZEIS?
Controle Público da Gestão – Defendemos o controle público da gestão, com transparência, controle social. A proposta da empresa de gestão não explicita seus mecanismos de governança democrática.
Participação Efetiva – Revisar a proposta do grupo de gestão, garantindo maioria numérica à sociedade organizada e funcionamento, como contraponto necessário ao poder da administração e do mercado, a eleição direta de representantes, a possibilidade de suporte técnico à participação dos leigos e a instituição de mecanismos claros de monitoramento.
São Paulo, 21 de setembro de 2015
UNIAO DOS MOVIMENTOS DE MORADIA – MOVIMENTO EM DEFESA DO FAVELADO – MOVIMENTO DE MORADIA DA REGIÃO SUDESTE – MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TERRA LESTE 1 – UNIFICAÇÃO DAS LUTAS DE CORTIÇOS E MORADIA – LABCIDADE-FAU USP – INSTITUTO POLIS – OBSERVASP

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Avaliação externa do Programa Urbano

Nesta quarta-feira, 16 de setembro, a equipe do Programa Urbano  esteve reunida na Ação Educativa, com Luiz Kohara - doutor em Arquitetura e urbanismo, assessor de movimentos sociais urbano   e membro do Conselho Municipal de Política Urbana- , para uma avaliação externa dos três anos projeto "Promovendo Uma Cidade Inclusiva e Sustentável", no Município de São Paulo.

O Programa Urbano atua para a redução da pobreza urbana em São Paulo desde 2007. Em 1º de janeiro de 2013, uma nova fase deste programa começou com o projeto “Promovendo uma Cidade Inclusiva e Sustentável”, financiado por CAFOD e a União Europeia, com duração de três anos. O foco desta nova fase é a redução das vulnerabilidades sócio-ambientais e impactos das mudanças climáticas, nas comunidades de baixa renda em São Paulo.


Ao longo do dia o grupo expôs suas potencialidades, êxitos, dificuldades e necessidades na atuação em favelas e comunidades. Um dia-a-dia de  acompanhamentos e suporte  às comunidades, na luta por regularização fundiária, urbanização de favelas, saneamento básico. A atuação junto aos conselhos para monitorar os orçamentos públicos e fazer incidência política, na implementação de políticas públicas, de interesse das populações em extrema vulnerabilidade social. A produção de materiais para a formação continuada sobre direitos fundamentais, direito das mulheres, mudanças climáticas e educação ambiental.