domingo, 8 de dezembro de 2013

Movimentos sociais fazem manifestação "Pelo Direito de Morar no Centro"


Famílias sem-teto e representantes de diversos movimentos de luta por moradia, fizeram um ato    pelo direito à moradia digna na cidade de São Paulo, no último dia 04. Os manifestantes entregaram à Prefeitura uma lista reivindicando a aceleração do processo de desapropriações de imóveis por interesse social, a intermediação da Prefeitura para a suspensão de todas as reintegrações de posses, direcionadas a prédio ocupados e a transferência de todos os prédios do Programa Renova Centro para o Fundo de Desenvolvimento Social.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad afirmou, durante reunião com movimentos de moradia, que a administração municipal não tem dinheiro para construir unidades habitacionais de interesse social no centro da cidade, utilizando para isso imóveis abandonados e já ocupados. O secretário de Habitação, José Floriano Marques Neto, também participou da reunião. Eles afirmaram que não há os R$ 400 milhões necessários para realizar todas as desapropriações previstas no centro. Mas garantiu que 24 mil unidades em diversas outras regiões já estão em obras ou prestes a serem iniciadas.

Os movimentos questionam os valores, de mercado, apresentados pela  prefeitura para desapropriação de alguns prédios. A ocupação do número 911 da Avenida Prestes Maia, por exemplo, custaria sozinha R$ 40 milhões nas contas da secretaria, valor quase seis vezes maior do que os R$ 7 milhões apontados no estudo, contratado pelo movimento com escritórios de arquitetura. A Ocupação Prestes Maia abriga 450 famílias.  A Secretaria de Habitação não contesta os cálculos, mas diz que tem obrigação de pagar os valores de mercado.
Os movimentos que assinam a lista com nove  reivindicações entregues à prefeitura  são os seguintes: Movimento dos Sem Teto do Centro (MSTC), Unificação das Lutas de Cortiços (ULC), Movimento de Moradia Para Todos (MMPT), Movimento de Moradia da Região Central (MMRC), Movimento de Moradia da Cidade (MMC), Grupo de articuação para Moradia dos Idosos da Capital (GARMIC), Associação Conde de São Joaquim (ACSJ), Movimento dos Sem Teto pela Reforma Urbana (MSTRU), e Associação Terra de Nossa Gente.

As manifestações e negociações foram acompanhadas pelas educadoras do Programa Urbano.


Texto complementado com informações do Gaspar Garcia e Rede Brasil Atual

terça-feira, 29 de outubro de 2013

V CONGRESSO NACIONAL DA CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES

As educadoras do Programa Urbano participaram do V Congresso Nacional da Central de Movimentos Populares que aconteceu, no Parque Ipanema. IPATINGA – MG. O encontro recebeu 20 delegações de entidades de vários estados brasileiros para fazer uma análise dos 20 anos de trabalho da CMP em prol das entidades filiadas que defendem os direitos de moradia, idoso, criança e adolescente, mulher, negros, saúde, juventude, economia solidária, GLBTS, trabalhadores sem teto, dentre outras áreas de atuação.

O encontro nacional da Central é realizado a cada três anos e o último encontro nacional aconteceu em Brasília no ano de 2009. o dia 31 de maio como o dia Nacional de Luta por políticas públicas com participação popular.

Além das oficinas temáticas - que abordaram atuação dos movimentos populares, políticas públicas, participação popular, o papel dos conselhos e conferências na formulação e implantação de políticas sociais - o encontro também  elegeu a nova diretoria da CMP. O evento contou com cerca de 500 delegados, eleitos em Congressos Estaduais realizados em todo o país.  

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PÃO E ARTE VAI VIRAR COOPERATIVA DE MULHERES

O Grupo Pão e Arte vai se tornar uma cooperativa de mulheres, com o apoio do MDF (Movimento de Defesa do Favelado). O projeto vai beneficiar  mulheres que moram no Bairro IV Centenário- zona leste e de favelas próximas.

A educadora do Programa Urbano, Josefa Vieira dos Santos (Zeza), esta acompanhando esse processo. O curso de formação, capacitação e constituição da cooperativa  está acontecendo no espaço cedido pela Comunidade Católica Moisés Libertador, da Paróquia São Paulo Apóstolo (Setor São Mateus). As oficinas ocorrem uma vez por mês, para discutir  temas como: Economia Solidária, Cooperativismo, Estatuto de Constituição, Administração e Alimentação Natural e Saudável. 

O projeto é financiado pela Caixa Econômica Federal. FSA Caixa/ODM com acordo de cooperação por dois anos. Além do MDF e Caixa, o projeto conta com o apoio da Cooperativa de Reciclagem  Recifavela,  Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos e  CAFOD - Agência Católica da Inglaterra e País de Gales. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Educadoras do PU foram eleitas delegadas para Conferência Nacional das Cidades

A 5ª Conferência Estadual das Cidades  reuniu representantes  dos movimentos sociais, nos dias 26, 27 e 28 de Setembro, no  Memorial da América Latina, em São Paulo. Durante o encontro foi  feita a leitura e  aprovação  dos resultados das Conferências Municipais, sobre  Política Estadual de Desenvolvimento Urbano, Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano e Prioridades para o Ministério das Cidades.
No sábado, ultimo dia do encontro  ocorreu a eleição dos delegados (as) para a 5ª Conferência Nacional das Cidades. Quatro educadoras do Programa urbano foram eleitas delegadas para a  Nacional: Antônia Lindinalva, Heloisa Regina ,  Eliete Calixto e Josélia Almeida .


A 5ª Conferência Nacional das Cidades ocorrerá nos dias 20, 21, 22, 23 e 24 de novembro de 2013, em Brasília. O foco principal será a implementação do Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano (SNDU), que definirá os papéis dos entes (governo federal, estadual e municipal) com relação às políticas de moradia digna, mobilidade, saneamento e planejamento urbano.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Mudanças climáticas devem reduzir áreas de cultivo no Brasil

Via Agência FAPESP  O aumento das temperaturas e as mudanças no regime de chuvas previstos para ocorrer nas várias regiões do Brasil em decorrência do aquecimento global poderão afetar bastante a agricultura do país. Culturas como feijão, soja, trigo e milho serão especialmente impactadas, apontam estudos da Rede Brasileira de Pesquisa e Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima).
 
A partir do cruzamento de modelos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e de modelos regionais brasileiros, pesquisadores da Rede Clima analisam o impacto das mudanças climáticas sobre as áreas de cultivo nacionais.
Tomando como base os hectares cultivados em 2009 e se mantidas as atuais condições de produção, as projeções para 2030 apontam grandes reduções de área, tanto nos prognósticos pessimistas como nos cenários mais otimistas. Para o feijão, a queda vai de 54,5% a 69,7%. Para a soja, a redução é estimada de 15% a 28%. Trigo, de 20% a 31,2%. Milho, de 7% a 22%. Arroz, de 9,1% a 9,9%. E algodão, de 4,6% a 4,9%.
As diferentes variedades do feijão necessitam de condições climáticas particulares. Com isso, o cultivo, feito em até quatro safras por ano, é mais suscetível às variações de temperatura e precipitação. Contornar tal redução dependerá, portanto, de modificações em termos de produção e do investimento em variedades capazes de se adaptar às novas condições de cada local.
Os números foram apresentados na terça-feira (10/09), durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais (Conclima). Organizado pela FAPESP e promovido com a Rede Clima e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), o eventoocorre até a próxima sexta-feira (13/09), no Espaço Apas, em São Paulo.
“Nossos esforços vão no sentido de produzir aplicações a partir de uma pesquisa base. Ou seja, buscar soluções para adaptação e mitigação dos efeitos do aquecimento global na agricultura. Com o estudo sobre áreas cultivadas, temos agora uma lista de municípios com maior e menor risco de serem afetados por mudanças climáticas, um importante instrumento para pesquisa e tomadas de decisão”, afirmou Hilton Silveira Pinto, coordenador da sub-rede Agricultura e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no segundo dia do Conclima.
De acordo com Silveira Pinto, os trabalhos do grupo em geral são encaminhados diretamente às instâncias governamentais, em especial por meio da Embrapa Informática Agropecuária (Embrapa/CNPTIA), instituição coordenadora da sub-rede Agricultura.
Outra frente de atuação da equipe é a Simulação de Cenários Agrícolas Futuros (SCenAgri), que traça prognósticos para as próximas décadas considerando o aumento de temperatura, o regime de chuvas e a demanda climática de cada cultura.
“O café, por exemplo, precisa de 18 ºC a 22 ºC de média anual. Fora dessa janela, a cultura não se desenvolve. Passamos essas informações para o computador e simulamos diferentes cenários”, disse Silveira Pinto.
O SCenAgri conta hoje com campos de plantio de 19 culturas, 3.313 estações de chuva com dados diários, 23 modelos globais e três modelos regionais de projeções climáticas
Também há estudos com injeção de carbono na atmosfera, para verificar a resposta de plantações em uma superfície controlada, e treinamentos com modelos agrometeorológicos para pesquisas em produtividade nas condições atuais e futuras.
As apresentações realizadas durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais e mais informações sobre o evento estão disponíveis em: www.fapesp.br/conclima

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Brasil pode ficar até 6ºC mais quente em 2100, diz relatório

A temperatura média em todas as grandes regiões do Brasil será de 3º a 6ºC mais elevada em 2100 do que no final do século 20, segundo relatório Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, que será apresentado entre 9 e 13 de setembro, durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais.

As chuvas devem apresentar um quadro mais complexo. Em biomas como a Amazônia e a caatinga, a quantidade estimada de chuvas poderá ser 40% menor. Nos pampas, há uma tendência de que ocorra o inverso, com um aumento de cerca de um terço nos índices gerais de pluviosidade ao longo deste século.
Nas demais áreas do Brasil, os modelos climáticos também indicam cenários com modificações preocupantes, mas o grau de confiabilidade dessas projeções é menor. Ainda assim, há indícios de que poderá chover significativamente mais nas porções de mata atlântica do Sul e do Sudeste e menos na do Nordeste, no cerrado, na caatinga e no pantanal.
“Com exceção da costa central e sul do Chile, onde há um esfriamento observado nas últimas décadas, estamos medindo e também projetamos para o futuro um aumento de temperatura em todas as demais áreas da América do Sul”, diz José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) a Fapesp, organizadora do evento. “A sensação é de que as estações estão meio ‘loucas’, com manifestações mais frequentes de extremos climáticos.”
A expressão significa que os brasileiros vão conviver tanto com mais períodos de seca prolongada como de chuva forte, às vezes um após o outro. Isso sem falar na possibilidade de aparecimento de fenômenos com grande potencial de destruição que antes eram muito raros no país, como o furacão Catarina, que atingiu a costa de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul em março de 2004. Nas grandes áreas metropolitanas, e mesmo em cidades de médio porte, o avanço do concreto e do asfalto intensifica o efeito ilha urbana de calor, tornando-as mais quentes e alterando seu regime de chuvas.
Um modelo climático brasileiro – A divulgação do relatório do PBMC marca a incorporação de uma sofisticada ferramenta para melhorar o entendimento do clima e fazer projeções no país. O Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (Besm, na sigla em inglês) é um conjunto de programas computacionais que permite simular a evolução dos principais parâmetros do clima em escala global. “O Brasil é hoje o único país do hemisfério Sul a contar com um modelo próprio”, diz Paulo Nobre, do Inpe, um dos coordenadores do Besm. “Isso nos dará uma grande autonomia para realizar as simulações que sejam de nosso maior interesse.”
Com o Besm podem ser feitas, por exemplo, projeções sobre prováveis efeitos no clima no Brasil ocasionados por alterações na circulação oceânica do Atlântico Tropical e nos biomas do país. A Austrália também estava criando um modelo climático próprio, mas preferiu juntar seus esforços aos do Centro Hadley, do Reino Unido.
 (Fonte: UOL)

sábado, 7 de setembro de 2013

MORADIA, POLÍTICA URBANA, MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL


A equipe do Programa Urbano  reuniu cerca de 80  lideranças das regiões Centro, Leste, Norte, Sul e Oeste da cidade de São Paulo, para discutir em Seminário: “Moradia, Política Urbana, Mudanças Climáticas e Sustentabilidade Ambiental”. O encontro aconteceu no auditório da    Ação Educativa, no Centro de São Paulo. dia 31/08.
O seminário é parte do programa de formação permanente do projeto: “Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável: redução da vulnerabilidade social, ambiental e climática das comunidades de baixa renda em São Paulo”.  O objetivo é trazer subsídios para a discussão sobre moradia e sustentabilidade ambiental e produzir conteúdo para elaboração de documentos e cartilha de orientação dos movimentos. 
O encontro  contou com a participação de Weber Sutti, chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. Luis Kohara do Gaspar Garcia, o Advogado  Miguel Reis,  Vandineide Cardoso Ribeiro, Bióloga,  Margarida Maria da Silva Troy - Técnica Agrícola, Cecília Iório, Emylle Muville e Kezia Lavan de Cafod e toda equipe do Programa Urbano.

Os participantes  assistiram a uma exposição de fotos sobre catástrofes  provocadas por mudanças climáticas. Em seguida foi colocada em discussão, a percepção que cada um tinha sobre o tema a partir das imagens.  Os participantes declararam que percebem que está ocorrendo mudanças no clima e que têm entrado em contato com notícias  sobre o efeito estufa, aquecimento global em consequência da poluição e dos desmatamentos.  Sobre  imagens avaliaram que geram sentimentos de angustia, impotência, desespero e frustração, com o espelho da situação, mas ao mesmo tempo a percepção de que existe a esperança de consciência, educação, união, participação e cidadania. 

Após a discussão com todos os participantes, Weber Sutti, chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano falou sobre as estratégias do Plano Diretor, para reverter as grandes desigualdades de São Paulo e resolver o desequilíbrio da cidade.   
Weber expos uma série de iniciativas propostas no Plano Diretor, que  visa fortalecer diferentes mudanças sociais: criar condições de adensar corredores de transporte coletivo; habitações de interesse social; restrições ao uso do carro;  incentivos ficais para levar emprego para regiões adensadas da periferia; urbanização de favelas com equipamentos sociais;  confisco de prédios abandonados.  Mas  enfatizou que o prefeito Haddad precisa da pressão popular, para conseguir estas mudanças. Weber  enfatizou que é importante apoiar as propostas boas do Plano Diretor  para mantê-las na  votação na Câmara Municipal de São Paulo.

“A sustentabilidade da cidade depende de uma disputa grande com setores conservadores e interesses imobiliários. Se a sociedade civil não consegue garantir uma pauta que pule o governo ate lá é muito difícil avançar nessa área. TEM QUE DISPUTAR O PLANO DIRETOR.”

Em seguida o encontro contou com a participação de Luis Kohara, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos Pesquisador FAU/USP, para falar sobre os grupos mais afetados pelas mudanças climáticas.
Kohara pontuou que não podemos separar a sustentabilidade ambiental,  da sustentabilidade do crescimento econômico: “Todos os espaços da cidade são mercadorias que agregam valor, conforme os investimentos públicos e privados.  O nosso desafio e como revolucionar e mudar discussão de sustentabilidade e de pensar do que podemos colocar na pratica hoje.
Para Luiz Kohara o  modelo de desenvolvimento do Brasil afeta a questão ambiental. Por exemplo, nos últimos 10 anos (IBGE 2000-2010), aumentou o consumo de bens, mas não o acesso a terra.  As grandes obras ocorrem sem considerar os impactos socioambientais; agronegócio; incentivo ao transporte individual (SP tem 6 milhões de automóveis, carro é um dos maiores poluentes, mas existe um incentivo fiscal onde o transporte individual recebeu por meio de subsídios, oito vezes mais que transporte coletivo (R$16 bilhões contra R$2 bilhões).
A política urbana e habitacional impacta na degradação ambiental. Temos duas realidades: a cidade legal e a cidade clandestina ou ilegal. O uso e ocupação do solo é orientado confirme os interesses do mercado imobiliário. “E sumamente importante que a população participe numa primeira etapa na formulação do Plano Diretor e numa segunda etapa vise influir nas leis ligadas ao uso e ocupação do solo, que tem tanto impacto.”
Outro problema apontado por Kohara  e o saneamento básico (esgoto, canalização dos córregos que viraram rede de esgoto, e portanto tira absorção da terra). Ate 2012, das 15 mil toneladas de lixo produzido na cidade de São Paulo diariamente, só 1% é reciclado. 80% vão diretamente para os aterros sanitários, gera poluição.
E o viés  da política habitacional que gera segregação sócio-territorial. “Primeiro chegam as pessoas e depois chega a infraestrutura, emprego e moradia. E onde tem infraestrutura e serviços, não tem população. Aumento do número de moradia no Centro e diminuição do número de pessoas morando, sendo que 62% dos empregos estão nas sub-prefeituras centrais, os equipamentos da saúde se encontram concentrados no centro”
Luiz Kohara também denunciou a criminalização dos pobres: “A degradação ambiental traz para os mais pobres uma dupla penalização: das condições ambientais e da criminalização. Muitas famílias estão sendo processadas judicialmente por prejuízo ambiental, justificando decisão de despejo na degradação do meio ambiente, e contribuição para mudanças climáticas.”

Na segunda parte do Seminário o Advogado Miguel Reis Afonso, trouxe o documentário “Entre Rios”  para introduzir a discussão da legislação sobre  moradia sustentável e formas do Estado prevenir ou mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Miguel citou exemplo da lei de proteção dos mananciais (1976), a Lei 14.933 de 5 de junho de 2009 que institui a Política de Mudança do Clima no Município de São Paulo que  tem meta de redução de 30% das emissões de CO2 e gases de efeito estufa, para 2012 ,  em relação ao patamar de 2005 (art 5).  “ A lei não funciona se você não tem meios de controle social, para que entre em vigor e seja efetivado o que esta escrito na lei. Os impactos da ocupação nas represas são enormes.”
“Resolução do Conselho CCFDS que financia MCMV garante que as unidades produzidos pelos programam podem buscar energia solar limitado para cada unidade vertical. Mas aumentou o valor da unidade. Inclui sistemas de aquecimento solar de água para banho.  Exemplo um chuveiro normal custa Rs 24.Um chuveiro apropriado para energia solar custa Rs 300.  Custo disso tem que ser compensado dentro desses programas que estão sendo desenvolvidos.”

As formas de financiamento para construção de moradia sustentável foram discutidas no seminário com o apoio de Kezia Lavan e André Silva.  

Segundo informações coletadas no CONFEMA Conselho para aplicação de recursos e do orçamento de FEMA, 80% dos recursos gastos da Secretaria de Habitação e “cheques despeijos” ou auxilio alugue,  parte para educação ambiental de grupos e pouco para coleta seletiva.
A verba financia remoções, mas sem construir conjunto habitacional que tenha em conta critérios de sustentabilidade.  O desavio dos movimentos de moradia é descobrir: Como monitorar estas políticas e financiamento? Quais são os espaços para ocupar e influenciar a implementação das políticas de habitação  e mobilidade. Atualmente as Construcões da CDHU em São Paulo não tem este tipo de investimento.

A bióloga Vandineide Cardoso Ribeiro junto com Margarida Maria da Silva Troy, que é Técnica Agrícola, discutiram com os participantes do Seminário: O que cada pessoa pode fazer para reduzir os efeito das mudanças climáticas, sozinho, em casa, em conjunto com a sua comunidade, em dialogo com o poder publico. A discussão foi feita a partir de suas experiências em São Matheus, Zona Leste de São Paulo.
  Existe uma falta de áreas verdes nas comunidades, e áreas de convivência e lazer para jovens, crianças. As ocupações das áreas urbanas tem que olhar para a sustentabilidade, para o futuro, e para ter esses espaços de redução de riscos.
O impacto que causamos com nosso ato de nos alimentar, “todas as nossas atividades causam impacto ambiental. Temos que criar mecanismos para reduzir nossos impactos assim nossa pratica não fica distante da realidade.”


O que podemos?
Individualmente
·         Reduzir, Reutilizar e Reciclar(que depende muito de políticas publicas, coleta seletiva, incentivo de cooperativas nas comunidades)
·         Reaproveitar a água e economizar: lavar quintal com água da roupa
·         Diminuir produção de lixo. Conscientizar as pessoas de não jogar lixo na rua e cada um separar seu lixo que pode ser reciclado.
·         Plantar mais nos árvores
·         Preservar córregos
·         Substituir as lâmpadas
·         Usar óleo de frituras para fazer sabão caseiro
·         Recolher pilhas velhas e celulares
·         Hortas comunitárias e suspensas

Na comunidade
·         Conscientização das comunidades. Começar educação ambiental com as crianças –
·         Utilizar materiais recicláveis para as atividades
·         Conhecer melhor créditos de carbono - Criar um conselho com consciência para fiscalizar e trazer na base para assegurar investimento no bairro, educação ambiental, formação nas bases, e investimento em reciclagem.
·         Trabalho de separação e recolhimento onde não tem caminhão para coleta dos recicláveis – criar pontos de coleta onde as cooperativas mais próximas possam recolher
·         Organizacao para cobrar das industrias
·         Rever o quanto individualmente, como equilibrar esse consumo e qual o nosso sistema econômico.

Com o poder publico
·         Buscar conhecimento para participar das políticas públicas
·         Pedir à subprefeitura o plantio de árvores nas calçadas e córregos não canalizados
·         Fiscalização preventiva e punitiva da contaminação
·          Incentivo aso transporte público
·         Mudar o padrao da industria. Cobrar das empresas que produzem lixo o recolhimento (embalagens de comida, etc.)

No encerramento os grupos discutiram e fizeram propostas do que pode ser implementado

Transporte
·         Investimento no transporte coletivo
·         Criação de ciclovias seguras em toda a cidade para lazer e transporte público
Urbanização
·         Lutar por políticas públicas integradas  e fiscalização por parte do governo
·         Moradia sustentável utilizando materiais recicláveis, com creches escolas e posto de saúde
·         Discutir com poder publico urbanização com mais verde e trabalhar com os moradores uma educação ambiental.
·         Responsabilização do governo
Nas comunidades e grupos de base
·         Conhecer melhor as leis para lutar diante do poder publico para sustentabilidade
·         Mais conscientização, ter mais seminários para discutir questão da sustentabilidade, políticas publicas
·         Levar estas experiências a todas as regiões – tardes de formação nas comunidades.
·         Conscientizar juventude e comunidades e levar essas práticas, formar líderes que batalhem por essas políticas públicas que precisamos.
·         Sair daqui mais consciente e passar para a nossa base e cobrar deles
Lixo e reciclagem
·         Começar a reciclar desde casa
·         Educação ambiental nas favelas
·         Coleta seletiva
·         Diminuir uso de produtos descartáveis
·         Cooperativas nas regiões de SP para reciclar o lixo
·         Encontros com alimentação em panelas, pratos, canecas (sem recicláveis)
·         Cobrar das empresas também
·         Protesto e manifestação para coleta seletiva de lixo em toda a cidade



terça-feira, 27 de agosto de 2013

Em cada família uma história de luta e resgate da cidadania

Nesta segunda-feira,  a equipe de CAFOD, a Agência Católica Internacional, visitou as Ocupações Prestes Maia e Mauá. No final do dia o grupo se reuniu  com  o secretário adjunto de Habitação, Marco Antonio Biasi, que também e Superintendente de Habitação de Interesse Social. No início da noite foi a vez de conhecer o apartamento da Simone,  ex-moradora da ocupação Prestes Maia,  beneficiada com Carta de Crédito. A  peregrinação do dia encerrou com uma assembleia extraordinária da Frente de Luta por Mordia, que discutiu os últimos detalhes sobre a Marcha ao Palácio dos Bandeirantes, por Reforma Urbana, desta quarta-feira 28.

Manoel  Del Rio, Presidente da Apoio está apresentando os projetos da Apoio que são coordenados pelas educadoras do Programa Urbana,  ao   Bispo John Arnold, presidente do conselho de curadores da CAFOD,  Geoff O’Donoghue,  John Darley, Cecília Iório, Emylle Muville,  e Sophie Bradley. Os representantes de CAFOD  estão acompanhados  pelo fotógrafo She e  Michelle Porter  Matth - equipe da  TV Daybreak,  da Inglaterra. 
Nas ocupações, os parceiros continuaram ouvindo as histórias de mulheres brilhantes que não se deixam abater por doença, abandono dos companheiros, infância morando nas ruas, violência doméstica  ou qualquer adversidade. Trabalham, cuidam dos filhos e continuam lutando pelo direito à moradia.  Com Biase na Secretaria da Habitação conversaram sobre os desafios dos projetos  de moradia propostos pela  administração Haddad. Segundo Marco Antonio Biase 17 mil já estão em andamento neste primeiro ano do mandato.  A promessa é que no final dos quatro anos entreguem um total de  55 mil moradias de interesse social.

Na visita ao apartamento de Simone  alegria e esperança, nos relatos de uma jovem, viúva duas vezes, dois filhos. Depois da primeira ocupação na Prestes Maia em 2007, Simone foi beneficiada ,junto com outras famílias,  com carta de crédito. Desde então  mora com sua família,  em  apartamento próprio , na região central. Ela e as crianças nos receberam com um delicioso bolo de chocolate.  Hoje Simone, que foi criança de rua, trabalha no Serviço de  Atenção Urbana, que faz o atendimento  da população em situação de rua na cidade de São Paulo, e  se declara  feliz por poder fazer às pessoas aquilo que um dia fizeram por ela.
Os Representantes de CAFOD  estão  visitando os projetos desenvolvidos pela Apoio – Associação de Auxílio Mútuo e MDF – Movimento de defesa dos Favelados,  entidades parceiras do Programa Urbano no projeto: “Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável: redução da vulnerabilidade social, ambiental e climática das comunidades de baixa renda em São Paulo.


domingo, 25 de agosto de 2013

Bispo John Arnold e equipe de CAFOD visitam projetos em São Paulo

Representantes de CAFOD, a Agência Católica Internacional,  estão  visitando os projetos desenvolvidos pela Apoio – Associção de Auxílio Mútuo e MDf – Movimento de defesa dos Favelados,  entidades parceiras do Programa Urbano no projeto: “Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável: redução da vulnerabilidade social, ambiental e climática das comunidades de baixa renda em São Paulo. 
Neste sábado, 24, Manoel Del Rio, Presidente da Apoio recebeu,  o Bispo John Arnold, presidente do conselho de curadores da CAFOD,  Geoff O’Donoghue,  John Darley, Cecília Iório, Emylle Muville,  e Sophie Bradley. A visita começou pelo Albergue Boraceia, na Barra Funda, depois estiveram com famílias sem-teto,  que ocupam prédios abandonados do Centro da Capital Paulista.
Os representantes de CAFOD  estão acompanhados  pelo fotógrafo She e  Michelle Porter  Matth - equipe da  TV Daybreak,  da Inglaterra.
No Boraceia conheceram  o trabalho para resgatar a dignidade humana e reinserir as pessoas em situação de rua na sociedade. Na Ocupação São João (  antigo Hotel Columbia Palace, Av. São João 588)  visitaram , Morgana Barbosa mãe de quatro filhos  e Maria Ideam Ferreira , chefe de família com dois filhos adolescentes.  No  antigo Hotel Cambridge, foram recebidos com um carinhoso “banquete” de frutas.  Estiveram  com Deuzuita de Carvalho Oliveira ( ex- moradora de rua) e  Maria das Neves Lindozo.  Já era noite quando a equipe chegou à Ocupação do Lord Hotel e foi recebida com palmas, cantos e orações, pelas famílias.
Os encontros da equipe com as famílias-sem-teto,  foram  muito importantes.  A história individual de cada uma delas acaba sendo diluída na massificação de uma cidade, com as dimensões de São Paulo. A visita a cada moradia permite ouvir sobre as dificuldades de se pagar aluguel e dar comida e educação aos filhos.

Todas as pessoas  entrevistadas, inclusive as crianças e adolescentes, falaram de como suas vidas mudaram para melhor com o trabalho das educadora do Programa Urbano, nas ocupações que auxiliou no, resgate da auto-estima.  A  dinâmica é diferente de um prédio comum,  as famílias estão organizadas em comunidades que decidem em conjunto . Existe  ordem,  limpeza, incentivo à educação, produção cultural. E que continuam na luta pelo direito a uma moradia digna com prestações que possam pagar. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

MDF discute demanda das favelas com representantes da Prefeitura



As demandas das favelas articuladas com o MDF– Movimento de Defesa dos Favelados, foram apresentadas  no dia 7 de agosto, em uma reunião de trabalho entre lideranças das favelas e representantes do MDF,  com o Senhor José Pivatto - Secretário Adjunto das Relações Governamentais do Município de São Paulo e representantes da Regularização Fundiária, da Secretaria de Habitação (regiões leste, sudeste).

O encontro trabalhou em cima  do documento   entregue para a prefeitura, que foi elaborado pelo MDF,  discutido e aprovado em assembleia,  a partir das demandas das favelas.
Consta do documento: o programa de regularização fundiária, urbanização de favelas, programa córrego limpo, operação urbana Moóca-Vila Carioca, lançado na gestão anterior, o qual segundo informações dos técnicos da secretaria de habitação, teve o nome alterado para Bairros do Tamanduateí).


Além dos esclarecimentos e intervenções das lideranças das favelas, com os técnicos, representantes da prefeitura, um dos encaminhamentos propostos, foi a indicação de terreno próximo à favela  Vila Prudente, para desapropriação, com o objetivo de atender às famílias pobres da região. 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Famílias cobram promessas da Prefeitura

As 633 famílias que desocuparam a Escola Clóvis Graciano, fizeram uma manifestação na porta da Subprefeitura Casa Verde, na quinta-feira dia 25. O objetivo era cobrar  promessas feitas pela prefeitura.
 As famílias desocuparam a escola no dia 10 de março depois do  cadastramento e  com  uma parcela de 900 reais para alugar um imóvel. Na ocasião elas tiveram a promessa de que teriam um acompanhamento para ver quais precisariam continuar recebendo o bolsa aluguel até a moradia definitiva. Esse acompanhamento não ocorreu e muitas famílias já estão ameaçadas de despejo.

Depois da pressão as famílias conseguiram a promessa de que os portadores de deficiência serão incluídos, mas a luta continua para que aquelas que estão ameaçadas de despejo também sejam atendidas pelo parceria social, que garante R$ 300 reais por mês para ajudar a pagar o aluguel.

sábado, 27 de julho de 2013

As questões de gênero em pauta no 5º Congresso da CMP

Educadoras do Programa Urbano participaram do 5º Congresso da Central de Movimentos Populares. Ao final do encontro ocorrerá a eleição da direção estadual da CMP e dos membros da Nacional. Também será aprovado um documento sobre cinco eixos : Políticas públicas, participação popular, história da CMP, economia solidária nos movimentos populares e gênero raça e etnia.
O 5º Congresso da Central de Movimentos Populares está ocorrendo neste final de semana em São Bernardo do Campo. CENFORPE - Centro de Formação de Professores. Rua Dom Jaime de Barros Câmara, 201 – Bairro Planalto (Km 21 da Rodovia Anchieta – sentido São Paulo-Santos) -  São Bernardo do Campo/SP.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O acompanhamento das famílias pobres no Centro de São Paulo

O antigo Hotel Lord, inaugurado há 55 anos, em 1958, na Rua das Palmeiras com a Rua Helvétia, ficou abandonado por quase 8 anos. Desde o dia 29 de Outubro de 2012 foi ocupado por famílias Sem-Teto.
Além dos 170 apartamentos foram construídas mais 90 habitações com divisórias, nos espaços dos salões de festas e recepção. Atualmente 370 famílias estão abrigadas com suas 189 crianças.
A Educadora do Programa Urbano, Maria do Planalto acompanha e orienta as famílias. Atualmente 23 jovens da Ocupação estão matriculados em faculdades. Os idosos na alfabetização de adultos e as crianças nas creches e escolas da região. No prédio as crianças também contam com atividades de teatro, capoeira e Hip Hop.  


As atividades de Hip Hop são coordenadas por Vivian Marques. O objetivo, mais do que ocupá-las com arte, música e cultura, é agregar conhecimento, para que elas possam levar para suas vidas, plantando uma semente que certamente vai semear e trazer novas visões e novos frutos. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Jovens da JMC conheceram a realidade da luta por moradia em São Paulo

As educadoras do Programa Urbano receberam nove jovens que vieram para a Jornada Mundial da Juventude, oito são da Inglaterra e um do País de Gales.  São líderes nas comunidades católicas em seus países e voluntários nos trabalhos desenvolvidos por Cafod. Antes de seguirem para o Rio de Janeiro, para o encontro com o papa Francisco, eles tiveram a oportunidade de conhecer a realidade da luta por moradia na cidade de São Paulo.
No sábado, 13 de julho, eles se dividiram em três grupos para visitar as famílias que estão morando nas ocupações dos antigos hotéis: Colúmbia Palace (Av. São João 588), Cambridge(Av. 9 de Julho, 216) e Lord Hotel (esquina da Rua das Palmeiras com rua Helvetia). Todos no centro da Capital Paulista. Finalizaram o dia de visitas na Ocupação Mauá.


Na segunda-feira, 15/07, depois de conhecerem o Estádio do Corinthians, foram para o Conjunto de Prédios Iguape, em Itaquera onde puderam conversar com Dona Fátima.  Eles também conheceram a favela do Linhão da Eletropaulo, onde dona Fátima morou antes de conseguir uma moradia digna.  O almoço foi na casa da dona Azinete, que também conquistou a moradia no Iguape.  Encerraram a segunda-feira com uma reunião na sede da Apoio  com as educadoras do projeto: “Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável: redução da vulnerabilidade social, ambiental e climática das comunidades de baixa renda em São Paulo, parceria entre MDF (Movimento de Defesa do Favelado e a APOIO (Associação de Auxílio Mútuo), que é financiado pela União Europeia, e também conta com o apoio de CAFOD, a Agência Católica para o Desenvolvimento Internacional, sediada no Reino Unido. 

sábado, 20 de julho de 2013

Cidade Inclusiva: pequenas reformas, grandes mudanças

Este vídeo produzido pela TVT,  exibido no "Seu Jornal" do dia 16 de julho de 2013,  mostra parte do projeto “Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável: redução da vulnerabilidade social, ambiental e climática das comunidades de baixa renda em São Paulo, parceria entre MDF (Movimento de Defesa do Favelado e a APOIO (Associação de Auxílio Mútuo), que é financiado pela União Europeia, e também conta com o apoio de CAFOD, a Agência Católica para o Desenvolvimento Internacional, sediada no Reino Unido.
A reportagem  da emissora educativa da Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, registra o trabalho dos educadores do Programa Urbano, na Favela 5 de Julho, na Zona Leste da Capital Paulista. O trabalho que vinha sendo desenvolvido há mais de 30 anos ganhou novo fôlego, as vielas estão sendo pavimentadas, o córrego Cangueira está sendo canalizado, algumas casas foram reformadas, e as famílias que estavam em maior risco serão transferidas para suas moradias definitivas, em prédio que serão entregues em agosto. Algumas já estão nos prédios construídos na Favela 2 de Maio.
Para assistir à programação da TVT acesse: Canal 46 UHF. Na internet: http://www.tvt.org.br/,e pela TV Web do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (http://www.smabc.org.br/). Ou em 27 canais comunitários (a cabo) da Grande São Paulo e 240 pontos de abrangência da Rede NGT em todo o Brasil.


Assista ao vídeo clicando aqui


segunda-feira, 8 de julho de 2013

"Pré-poluídos": Bebês nascem intoxicados por substâncias proibidas


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Cerca de 137 substâncias tóxicas foram encontradas no sangue do cordão umbilical de recém-nascidos
Foto: andre_anna 


Imagine você que, antes de nascer, os bebês podem apresentar em sua corrente sanguínea cerca de 137 substâncias tóxicas, tais como chumbo e pesticidas - algumas têm a comercialização proibida há anos. O alerta foi feito por um grupo de pesquisadores da Defesa do Meio Ambiente, do Canadá, que testou o sangue do cordão umbilical de três bebês recém-nascidos.
Segundo Maggie MacDonald, uma das participantes do estudo, o índice é preocupante, já que as substâncias encontradas nos bebês resistem ao tempo e se mantém no meio ambiente e no corpo humano por tempo indeterminado. Além disso, elas também são cancerígenas, podem causar problemas no desenvolvimento e na fertilidade do indivíduo.
As substâncias encontradas nos bebês resistem ao tempo e se mantém no meio ambiente e no corpo humano por tempo indeterminado 
O estudo, intitulado Pré-poluído: Um Relatório sobre substâncias tóxicas no sangue do cordão umbilical de recém-nascidos no Canadá , sugere que os bebês são expostos a essas substâncias ainda no útero da mãe devido ao consumo de alguns produtos e ao contato com o meio ambiente já contaminado. 
"Nós queremos dizer as mães que não é culpa delas o fato de que seus bebês estão sendo poluídos com esses produtos químicos tóxicos", afirmou Maggie ao CTV News Channel . Mas a pesquisadora salienta que os consumidores podem tomar atitudes mais saudáveis, sobretudo, quando o assunto for a aquisição de mercadorias de uso constante, como panelas antiaderentes, repelentes, e produtos de limpeza.
Agora, alguns pesquisadores que integraram o relatório e cientistas da Universidade de Montreal estão analisando as substâncias químicas presentes no sangue de duas mil mães e bebês canadenses, com o objetivo de avaliar as consequências das toxinas para o desenvolvimento infantil e o crescimento dos indivíduos. Os resultados desta pesquisa devem ser divulgados em 2014.
O conteúdo do EcoDesenvolvimento.org está sob Licença Creative Commons. Para o uso dessas informações é preciso citar a fonte e o link ativo do Portal EcoD. http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/julho/pre-poluidos-bebes-nascem-intoxicados-com?tag=vida-e-saude#ixzz2YSf8bvtk  
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domingo, 30 de junho de 2013

Favela Cinco de Julho pioneira na conquista do título de posse

Este vídeo produzido pelo MDF mostra a luta travada, que fez da Favela 5 de Julho pioneira na conquista do título de posse da terra. Esta favela fica na Zona Leste da Capital Paulista. Há quase três décadas o Movimento de Defesa dos Favelados está presente na região organizando a comunidade para lutar por políticas públicas. E agora o trabalho na comunidade ganhou novo fôlego, as vielas estão sendo pavimentadas, o córrego Cangueira está sendo canalizado, algumas casas foram reformadas, e as famílias que estavam em maior risco serão transferidas para suas moradias definitivas, em prédio que serão entregues em agosto. Algumas já estão nos prédios construídos na Favela 2 de Maio. Este trabalho também faz parte do projeto “Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável: redução da vulnerabilidade social, ambiental e climática das comunidades de baixa renda em São Paulo, parceria entre MDF (Movimento de Defesa do Favelado e a APOIO (Associação de Auxílio Mútuo), é financiado pela União Europeia, e também conta com o apoio de CAFOD, a Agência Católica para o Desenvolvimento Internacional, sediada no Reino Unido.

domingo, 16 de junho de 2013

LUTA PELA REDUÇÃO NO PREÇO DAS TARIFAS DE TRANSPORTE PÚBLICO


Vinte centavos: "De grão em grão a galinha enche o papo."
16/06/2013
Vinte centavos a mais no preço da condução significa: menos 5 quilos de arroz, menos 2 quilos de feijão, menos 3 litros de óleo e menos 5 litros de leite. Isto para uma família de 4 pessoas que, em média, utiliza 200 viagens no mês. Falar somente em vinte centavos, isoladamente, é claro que é pouco. Mas, de grão em grão, a galinha enche o papo. Ocorre que o preço da condução é extorsivo em seu todo.
Em 1992, quando o PT deixou a prefeitura de São Paulo, a passagem valia US$ 0,20 (vinte centavos de dólar), hoje custa US$ 1,50 (um dólar e cinqüenta centavos). A inflação, segundo os jornais, de 1994 a 2013, atingiu 332%. Enquanto, a passagem no mesmo período subiu 540%. Quase o dobro da inflação. A qualidade dos transportes também desabou. Diminuiu o número de viagens por ônibus. A frota permanece a mesma de 2004. O número de passageiros aumentou em mais de 1 milhão e 200 mil de 2004 até 2012.
O sofrimento diário dos usuários do transporte público é indescritível. Em diversos países, os trabalhadores gastam em torno de 5% dos salários com transporte. No Brasil, a maioria dos trabalhadores gasta mais de 20 por cento do salário com transporte.
Os subsídios do poder público atingem até 70% em outros países. No Brasil, não passam de 12%. O peso recai sobre os trabalhadores.
Acompanhando essas manifestações pelo Passe Livre, verifiquei que essas pessoas estão cheias de razão. E lembrei-me de minha adolescência e do meu cotidiano utilizando os transportes públicos. Não dá para encobrir que as classes dirigentes da cidade sempre transportaram muito mal os trabalhadores.
Quando eu tinha 15 anos morava no Parque São Lucas, Zona Leste, e fui trabalhar em uma fábrica no Cambuci. Para conseguir entrar no ônibus, precisava andar uns dois quilômetros no sentido contrário para conseguir embarcar. Às vezes, nem isto resolvia. Um dia me desesperei, o tempo passava e não conseguia entrar. As portas estavam tomadas. Jovem, chorei. No próximo encorajei-me, agarrei-me na janela com o pé no estribo, fui. Mais adiante, uma das pessoas que estava na mesma situação minha, caiu. Nunca soubemos o que aconteceu com ele. O ônibus nem parou. No outro dia, o ônibus estava tão cheio e eu lá dentro espremido, carregava um lanche e uma garrafinha de chá, em uma sacola encostada na barriga. A garrafa ficou de ponta cabeça, soltou a tampa e o chá molhou toda a minha calça. Quando cheguei no serviço, os colegas tiravam sarro dizendo que eu tinha urinado. Outros colegas vinham pela Central do Brasil (Poá, Ferraz de Vasconcelos, etc). Um dia, um deles chegou ao serviço assustado, pois tinha caído entre o trem e a plataforma. Disse que a composição passava rente o seu nariz, mas se salvou. Lá muitos morriam. Caíam no decorrer da viagem. Freqüentemente ocorriam brigas na condução lotada.
Para os dias de hoje, os transportes públicos são caros e de péssima qualidade. Não transportam as pessoas com dignidade. Deste modo, o Poder Público não deve tratar as manifestações como caso de polícia, na base da repressão. Deve trabalhar junto com as lideranças do movimento para impedir os excessos e a ação de provocadores. No caso da gestão municipal, o melhor caminho é abrir o diálogo, constituir espaço de participação popular em todas as subprefeituras e de modo transparente buscar um novo modelo de transporte público sustentável.
Rumo a Tarifa Zero, Moradia perto do Trabalho, serviços descentralizados, entre outras mudanças necessárias.
Os trabalhadores realizam serviços para a sociedade, para todos os habitantes. Então, a tarifa deve ser custeada por todos. Um gari recolhe o lixo, realizando um serviço social. Assim ocorrem com a cozinheira, o pedreiro, os metalúrgicos, carpinteiros, químicos, professores, trabalhadores da saúde, etc. Todos realizam trabalho social, e os filhos dos trabalhadores se preparam para isso. Desse modo, as tarifas de transporte podem ser custeadas socialmente. Recursos não faltam. Usar os ganhos do pré-sal e outros minérios. Não desonerar carros, construção civil, etc. São atividades industriais que conferem lucros imensos aos seus donos. O poder público deve deixar de subsidiar aqueles que acumulam riquezas e passar a disponibilizar serviços públicos de qualidade, especialmente para os trabalhadores e seus filhos. Por estes e outros motivos, todo apoio à LUTA PELA REDUÇÃO DAS TARIFAS DE TRANSPORTE PÚBLICO. 
Manoel Del Rio,  advogado, assessor jurídico de movimentos sociais  - Manoeldelrioblas@gmail.com, Twitter:@ManoelDelRio, Facebook:ManoelDelRio
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terça-feira, 28 de maio de 2013

Rádio Câmara repercutiu lançamento: "Programa de moradias com sustentabilidade é lançado na CMSP"

Centenas de pessoas estiveram, nesta quinta-feira, na Câmara Municipal para o lançamento do projeto “Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável: redução da vulnerabilidade social, ambiental e climática das comunidades de baixa renda em São Paulo”. O objetivo é lutar por uma cidade inclusiva e sustentável tendo como eixo a moradia popular.
O vereador Paulo Fiorilo (PT) esteve presente no lançamento representando a Comissão de Meio Ambiente da Câmara. O parlamentar destacou a importância desse tipo de programa para o município.
O projeto foi implementado pelo Movimento de Defesa do Favelado (MDF) e será financiado pela União Européia, como explicou Suelli de Almeida Machado, coordenadora do MDF.
Umas das metas estabelecidas pelo prefeito Fernando Haddad é a entrega de 55 mil moradias populares. O secretário adjunto de Habitação, Marco Antonio Biasi, participou do evento e ressaltou que o cumprimento dessas metas vai muito mais além.

O plano de metas apresentado pela prefeitura também visa atender 120 mil famílias no Programa de Urbanização de Favelas e- 4.300 em prédios recuperados na área central e em programas de aluguel subsidiado.

Ouça a matéria clicando no link abaixo:
http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15639:programa-de-moradias-com-sustentabilidade-e-lancado-na-cmsp&catid=112:podcast&Itemid=356