segunda-feira, 22 de abril de 2013

Marcha da Moradia “De Teto e Chão Não Abrimos Mão”




Foram mais de três mil pessoas na marcha em direção a prefeitura de São Paulo. Os movimentos em marcha saíram de diversos pontos da cidade, o Movimento de Defesa do Favelado,  saiu de São Mateus passou por Sapopemba e Vila Prudente, diversas lideranças das favelas participaram.
Com documento de reivindicações o movimento foi recebido pelo prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad que subiu no caminhão de som para uma saudação às lideranças e demais integrantes dos movimentos, que compõem a UMM-SP.  Foram feitos encaminhamentos de reuniões de trabalho para que a promessa de construção de 55 mil casas feita, pelo então candidato Haddad, seja cumprida.
O movimento após 100 dias de Governo sai às ruas para mostrar sua independência e que vai cobrar, de forma permanente, que os pobres da cidade tenham vez e voz na definição dos rumos da politica de desenvolvimento urbano de São Paulo.
O MDF quer garantir a continuidade do programa de regularização fundiária e a participação dos moradores nos próximos projetos de urbanização. Além da garantia das ZEIS ( Zonas Especiais de Interesse Social) no plano Diretor e no Conselho Municipal de Habitação e Meio Ambiente.

sábado, 13 de abril de 2013

VITÓRIA DAS ENTIDADES E MOVIMENTOS DE MORADIA

NOTA PÚBLICA

Após duas reuniões (12/03/2013 e 11/04/2013) de diversas entidades e movimentos que atuam na área de moradia e reforma urbana na região central da capital, com a prefeitura, representada pelos secretários de Habitaçao José Floriano e de Relações Governamentais João Antonio, foi negociado e acordado o que segue:
1. Decreto de Interesse Social (DIS), em 39 prédios na região Central, dos quais 26 já estão com ação de desapropriação em andamento. Além disso, mais 08 prédios já foram desapropriados com emissão na posse e 02 em estudo para eventual DIS;
2. Compromisso do governo municipal de, em conjunto com as entidades, negociarem junto ao governo do Estado de São Paulo o aumento de 2 mil para 5 mil o total de unidades de zero a três salários mínimos a serem destinadas para os movimentos, no âmbito do Programa Parceria Público Privada- Habitação na região central;
3. O governo municipal vai revogar a resolução 17, de 22 de fevereiro de 2006, no que se refere à parte que impede que famílias que tenham ocupado imóvel público ou privado tenham acesso a programas habitacionais do município. Antiga reivindicação nossa, por entendermos que se tratava de criminalização da luta por moradia e reforma urbana;
4. Será criada uma comissão composta por 03 representantes do governo e 03 das entidades, para fazer um estudo da situação da Parceria Social, com a finalidade de pactuar critérios objetivos de atendimento, pois tanto o governo quanto os movimentos concordam que é necessário diminuir de forma significativa o contingente de famílias atendidas no referido programa, sendo que a prioridade é construir moradias;
5. O governo informou ainda que nos próximos dias fará anúncio da proposta para viabilizar a construção das 55 mil moradias, conforme compromisso assumido durante a campanha eleitoral do ano passado.

São Paulo, 12 de abril de 2013.
União dos Movimentos de Moradia
Frente de Luta Por Moradia
Central de Movimentos Populares

Contatos:
Osmar Borges, fone: 995160547
Raimundo Bonfim, fone: 97223-8171
Maria das Graça, fone: 99157-0001