domingo, 25 de agosto de 2013

Bispo John Arnold e equipe de CAFOD visitam projetos em São Paulo

Representantes de CAFOD, a Agência Católica Internacional,  estão  visitando os projetos desenvolvidos pela Apoio – Associção de Auxílio Mútuo e MDf – Movimento de defesa dos Favelados,  entidades parceiras do Programa Urbano no projeto: “Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável: redução da vulnerabilidade social, ambiental e climática das comunidades de baixa renda em São Paulo. 
Neste sábado, 24, Manoel Del Rio, Presidente da Apoio recebeu,  o Bispo John Arnold, presidente do conselho de curadores da CAFOD,  Geoff O’Donoghue,  John Darley, Cecília Iório, Emylle Muville,  e Sophie Bradley. A visita começou pelo Albergue Boraceia, na Barra Funda, depois estiveram com famílias sem-teto,  que ocupam prédios abandonados do Centro da Capital Paulista.
Os representantes de CAFOD  estão acompanhados  pelo fotógrafo She e  Michelle Porter  Matth - equipe da  TV Daybreak,  da Inglaterra.
No Boraceia conheceram  o trabalho para resgatar a dignidade humana e reinserir as pessoas em situação de rua na sociedade. Na Ocupação São João (  antigo Hotel Columbia Palace, Av. São João 588)  visitaram , Morgana Barbosa mãe de quatro filhos  e Maria Ideam Ferreira , chefe de família com dois filhos adolescentes.  No  antigo Hotel Cambridge, foram recebidos com um carinhoso “banquete” de frutas.  Estiveram  com Deuzuita de Carvalho Oliveira ( ex- moradora de rua) e  Maria das Neves Lindozo.  Já era noite quando a equipe chegou à Ocupação do Lord Hotel e foi recebida com palmas, cantos e orações, pelas famílias.
Os encontros da equipe com as famílias-sem-teto,  foram  muito importantes.  A história individual de cada uma delas acaba sendo diluída na massificação de uma cidade, com as dimensões de São Paulo. A visita a cada moradia permite ouvir sobre as dificuldades de se pagar aluguel e dar comida e educação aos filhos.

Todas as pessoas  entrevistadas, inclusive as crianças e adolescentes, falaram de como suas vidas mudaram para melhor com o trabalho das educadora do Programa Urbano, nas ocupações que auxiliou no, resgate da auto-estima.  A  dinâmica é diferente de um prédio comum,  as famílias estão organizadas em comunidades que decidem em conjunto . Existe  ordem,  limpeza, incentivo à educação, produção cultural. E que continuam na luta pelo direito a uma moradia digna com prestações que possam pagar. 

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