domingo, 8 de dezembro de 2013

Movimentos sociais fazem manifestação "Pelo Direito de Morar no Centro"


Famílias sem-teto e representantes de diversos movimentos de luta por moradia, fizeram um ato    pelo direito à moradia digna na cidade de São Paulo, no último dia 04. Os manifestantes entregaram à Prefeitura uma lista reivindicando a aceleração do processo de desapropriações de imóveis por interesse social, a intermediação da Prefeitura para a suspensão de todas as reintegrações de posses, direcionadas a prédio ocupados e a transferência de todos os prédios do Programa Renova Centro para o Fundo de Desenvolvimento Social.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad afirmou, durante reunião com movimentos de moradia, que a administração municipal não tem dinheiro para construir unidades habitacionais de interesse social no centro da cidade, utilizando para isso imóveis abandonados e já ocupados. O secretário de Habitação, José Floriano Marques Neto, também participou da reunião. Eles afirmaram que não há os R$ 400 milhões necessários para realizar todas as desapropriações previstas no centro. Mas garantiu que 24 mil unidades em diversas outras regiões já estão em obras ou prestes a serem iniciadas.

Os movimentos questionam os valores, de mercado, apresentados pela  prefeitura para desapropriação de alguns prédios. A ocupação do número 911 da Avenida Prestes Maia, por exemplo, custaria sozinha R$ 40 milhões nas contas da secretaria, valor quase seis vezes maior do que os R$ 7 milhões apontados no estudo, contratado pelo movimento com escritórios de arquitetura. A Ocupação Prestes Maia abriga 450 famílias.  A Secretaria de Habitação não contesta os cálculos, mas diz que tem obrigação de pagar os valores de mercado.
Os movimentos que assinam a lista com nove  reivindicações entregues à prefeitura  são os seguintes: Movimento dos Sem Teto do Centro (MSTC), Unificação das Lutas de Cortiços (ULC), Movimento de Moradia Para Todos (MMPT), Movimento de Moradia da Região Central (MMRC), Movimento de Moradia da Cidade (MMC), Grupo de articuação para Moradia dos Idosos da Capital (GARMIC), Associação Conde de São Joaquim (ACSJ), Movimento dos Sem Teto pela Reforma Urbana (MSTRU), e Associação Terra de Nossa Gente.

As manifestações e negociações foram acompanhadas pelas educadoras do Programa Urbano.


Texto complementado com informações do Gaspar Garcia e Rede Brasil Atual