terça-feira, 27 de maio de 2014

A cidade que queremos

Educadores do Programa Urbano promoveram Oficina para lideranças comunitárias, utilizando a Cartilha “O Povo quer Moradia digna e sustentável, na sede da Apoio, no dia 19 de maio.  

No final os  oficineiros puderam exercitar o papel de  “arquitetos populares” .  Cada grupo  organizou uma cidade modelo, com os equipamentos  e espaços avaliados como essenciais para a cidade na qual gostariam  de viver. 

Durante a oficina o grupo  refletiu sobre os diferentes níveis de segregação existentes entre operários e burgueses  que divide  os cidadãos em classes:  alta, média e baixa.  E como, com o passar do tempo, essa divisão passou a ser expressa na urbanização reservando espaços para ricos e pobres.

De meados do século XIX até a década de 1940, São Paulo não tinha periferia, a Cidade era centralizada.  Em 1900,  80% das habitações eram alugadas.   A classe trabalhadora habitava moradias coletivas, pensões e Cortiços. A partir dos anos 40 até 1980, o Centro passou a ser das classes média e alta e o pobres foram empurrados para as periferias.
Num terceiro momento, a partir dos anos 80 ocorreu uma expansão  territorial  e surgiu uma nova forma de segregar, os condomínios fechados e fortificados para abrigar a classe média.
Nas últimas décadas, a especulação imobiliária elevou o preço da terra em São Paulo a níveis tão altos, que ficou difícil  comprar terreno até na periferia, paga-se aluguel até dentro das favelas.
Depois das reflexões e com base na proposta de moradia da Cartilha “O povo quer moradia digna e sustentável”, os grupos produziram e apresentaram  três modelos de cidades, com equipamentos de saúde, educação, cultura e lazer para todos. Com coleta seletiva, energias alternativas para as residências e  transporte público e principalmente  prédios desocupados, e sem muros de exclusão, visíveis ou invisíveis.


Os educadores do Programa Urbano estão organizando oficinas de formação, com o apoio da cartilha em todas as regiões da cidade,  para promover discussões  sobre a  responsabilidade de cada indivíduo, dos governos e das empresas na construção de uma cidade justa e sustentável
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