sexta-feira, 23 de maio de 2014

AVALIAÇÃO DO PRIMEIRO SEMESTRE DO ANO II

A equipe do Programa Urbano recebeu a visita das representantes de CAFOD, a Agência Católica Internacional, para uma avaliação do primeiro semestre do Ano-II, do projeto “Promovendo uma Cidade Inclusiva e Sustentável”. 

Durante uma semana, além das reuniões com as entidades parceiras, Cecília Iório e Emily Muville visitaram famílias, que são acompanhadas pelos  educadores sociais do PU,  em ocupações na Zona Norte:  Vila Brasilândia, Cachoeirinha e Imirim e nas Favelas Nova Vila Gil,  Jardim Laranjeiras e Favela Maria Cursi na Zona Leste. Elas estiveram também no conjunto Habitacional Minas Gás, que deverá ser entregue no mês de julho e vai beneficiar 100 famílias que lutaram durante 15 anos, por moradia. 

O Programa Urbano é desenvolvido em parceria entre MDF (Movimento de Defesa do Favelado e a APOIO (Associação de Auxílio Mútuo), conta com financiamento da União Europeia, e  apoio de CAFOD, a Agência Católica para o Desenvolvimento Internacional, sediada no Reino Unido. 


                             No empreendimento Minas Gás II, próximo à  Ponte Freguesia do ó, que vai beneficiar 100 famílias. Uma história de 15 anos de luta pelo direito Constitucional de moradia digna, que Claudete Amorim continuou após o falecimento de seu pai.




Na Ocupação Parada Pinto, Vila Nova Cachoeirinha, a história de famílias como a do sr. Edmundo Batista e a sra. Marlene da Silva. Já não conseguiam pagar o aluguel de R$600 e alimentar os 4 filhos. Um dia chegaram em casa e o proprietário tinha jogado seus móveis na calçada da ocupação, onde foram acolhidos. Agora  correm o risco de ir para a rua com seus filhos mais uma vez se for feita a reintegração do terreno, o prazo dado é de 90 dias.



                                   
                                   Para as famílias  sem-teto da Ocupação Imirim, foi dado prazo de 48 horas,  para saírem espontaneamente.  A área que fica  próxima da  Freguesia do Ó, esteve  abandonada por  mais de 20 anos.  A maioria não tem para onde ir.





Na Ocupação Brasilândia, que fica atrás da Telefônica da Rua Parapuã, as famílias que ocuparam o terreno abandonado contam com o apoio da vizinhança. O local, antes da ocupação, era ponto de tráfico e estúpros. As famílias sem-teto limparam e construiram as habitações de madeira,  estão abrigando seus filhos e trouxerma segurança para a região. As histórias se repetem entre os sem-teto. A comida para o estômago roncando, ou o pagamento do aluguel que leva a maior parte dos baixos salários. 


                               Na Zona Leste a visita começou na Favela Nova Vila Gil, Subprefeitura de Itaquera. Os educadores do Programa Urbano acompanham  a luta das famílias. Já conseguiram  água e  luz. Uma obra está sendo feita para coletar  o esgoto. As famílias estão pleiteado junto aos poder público a regularização fundiária e um  muro de arrimo  em uma parte do terreno que   tem casas em risco porque o barranco está cedendo. Já é possível ver rachaduras na parte de cima.



Na Favela Jardim das Laranjeiras, Sub prefeitura São Matheus, estivemos na casa da Dona Francisca, ela o marido e quatro filhos, dois gêmeos, habitam dois cômodos, muito pequenos, de madeira. A máquina de costura ajuda a ganhar uns trocados para o sustento da família. 





                                  Na Favela Maria Cursi, Subprefeitura São Matheus,  depois de muita  luta, a  construção do muro de arrimo, para trazer segurança a 30 famílias que habitam uma  área que estava em risco  de desabamento.

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