quinta-feira, 12 de março de 2015

CPT MARABÁ/TUCURUÍ VISITOU AÇÕES DO PROGRAMA URBANO EM SÃO PAULO


A equipe do Programa Urbano recebeu em, São Paulo, cinco integrantes da Comissão Pastoral da Terra de Marabá e Tucuruí, no Pará. Assumpção de Maria, Marcos Ferreira, Marcos Reis, Vilma Oliveira e Yolanda Brandão, são lideranças do Bairro da Paz, cidade de Marabá, representando os núcleos populares de jovens e de mulheres e do Bairro Palmares, cidade de Tucuruí, representando os núcleos populares de Mulheres e Associação de Moradores da comunidade. O objetivo da visita é a troca de experiências para o fortalecimento da organização comunitária.
Na terça-feira, o grupo se reuniu com integrantes da Apoio (Associação de Auxílio Mútuo) e do MDF (Movimento de Defesa do Favelado, na parte da manhã, para discutir a formação de lideranças com autonomia política, para trabalhar as questões da comunidade; grupos de geração de renda com mulheres; apoio financeiro às iniciativas de geração de renda; economia solidária; enfrentamento da violência contra as mulheres; protagonismo político, entre outros assuntos.


Na parte da tarde visitou famílias do Conjunto Brotas  e ouviu relatos de  mulheres que depois de muita luta estão  em suas moradias definitivas, no Condomínio Brotas, no bairro de Arthur Alvim, na Zona Leste.    Dona Narice contou que a emoção foi tão grande, para ela que já está com 68 anos de idade, que desmaiou, quando recebeu o telefonema dizendo que já podia pegar a chave do apartamento. Zoélia está com 65 anos e diz que nem acredita até agora, pois nunca teve nada de seu até essa idade. Histórias vitórias fruto da luta pelo direito à moradia, que foi acompanhada pelos educadores do Programa Urbano. Depois da reunião na casa da Zoélia o grupo percorreu os outros apartamentos. E todas são unânimes em afirmar para as pessoas que ainda não conseguiram uma moradia que não desistam de lutar por esse direito. 
No início da noite estiveram na Ocupação Prestes e Ocupação São João, prédios que foram abandonados pelos proprietários por muitos anos, ocupados famílias sem-teto e agora com possibilidade da Prefeitura  transformá-los  em moradia de interesse social.

Na quarta-feira foram conhecer a realidade do extremo sul. No Capão Redondo visitaram a Ocupação do Parque do Engenho. A área foi ocupada por famílias sem-teto em 2007 que foram despejadas em 2009. Em 2013 foi reocupada e agora as famílias conseguiram que o CDHU adquirisse a área, que será repassada para a Prefeitura que vai viabilizar a construção dos 840 apartamentos, pelo Programa Minha Casa Minha Vida Comunidades.
Na casa de Gilvânia e do pintor, Benedito mais os quatro filhos de (13, 9, 7 e 3 anos) um pouco da labuta do casal. A ajuda do Bolsa família permite que a mãe fica em casa para cuidar dar crianças, pois existe muito tráfico e violência nas proximidades. Em outra habitação, Adriana Costa conta que pagava R$ 600 (seiscentos) reais de aluguel, fora água e luz, com os dois filhos de 13 e 14 anos. “Agora já dá pra comer melhor comprar calçado e alguma roupa pra eles.”

A entrega dos apartamentos ainda deve demorar, pois ainda está no processo de elaboração do projeto mas as famílias já demonstram felicidade pela melhoria nas condições de sobrevivência e pela promessa da moradia definitiva.  

No final da tarde o grupo ainda visitou a chácara do Conde, também na Zona Sul, onde conheceram um bom exemplo de um bairro inteiro que foi estruturado pela luta dos sem-teto. Até uma fábrica de blocos eles organizaram para construir as casas.


Para encerrar a troca de experiências com os grupos organizados da Cidade de São Paulo,  nesta quinta-feira o grupo voltou para a Zona Leste e conheceu outros  trabalhos dos educadores do Programa Urbano. A Cooperativa Recifavela que  graças  ao  acompanhamento dos educadores do Programa Urbano, a iniciativa que começou debaixo do viaduto  agora está organizada em um galpão, cujo aluguel é pago pela prefeitura. Além da renda gerada para  os cooperados, com média de um salário mínimo mensal, a cooperativa também oferece  formação para outras cooperativas e educação ambiental, na comunidade, em empresas, escolas, igrejas e condomínios.   A Cooperativa de mulheres pão e arte  que oferece  cursos de saúde e alimentação natural nas comunidades das favelas no intuito de conscientizar as famílias para a reeducação alimentar, no combate ao desperdício e ao consumo consciente e produz salgados e doces para gerar renda para as cooperadas. Exemplos de urbanização nas favelas Vila Prudente, com o Centro Comunitário e a Creche.
Finalizaram o dia no complexo de favelas Divinéa, Vergueiro e Vergueirinho que também passaram por urbanização.


Conjunto Habitacional Victor Toma, mais um exemplo da bandeira da vitória da luta por moradia."

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