quinta-feira, 14 de maio de 2015

Fórum dos Movimentos Sociais de São Paulo

Educadores do Programa Urbano e Membros de CAFOD  - Agência Católica para o Desenvolvimento, Internacional da Inglaterra e
País de Gales participaram do lançamento  do Fórum dos Movimentos Sociais de São Paulo, que articula o segmento da juventude, moradia, mulheres, negros e negras, popular urbano, rural e sindical. O lançamento ocorreu nesta terça (13), na Quadra dos Bancários, no centro da capital. O objetivo é travar lutas de forma unitária e organizada, contra as desigualdades do Estado de São Paulo.

Existe um senso comum – uma espécie de lenda - que permeia a ideia de que São Paulo é uma ilha no Brasil, a locomotiva do país.  Mas Miguel Matteo, Técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea),  alerta para os números de São Paulo que indicam que ele apresenta os mesmos índices de desigualdade de outros estados.  “Os 50% dos mais pobres não chegam a ter 5% da renda do estado paulista. Os 10% dos mais ricos de São Paulo têm 50% da renda do estado. apontou.  Matteo, também autor do livro São Paulo, da Coleção Estados Brasileiros, acrescentou que apenas seis municípios têm metade do Produto Interno Bruto (PIB) do estado de São Paulo. E dos 645 municípios, 445 dividem apenas 5% da renda de São Paulo. “É justo ou não?”, questionou.


Paulo Vannuchi, Ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e diretor do Instituto Lula, relembrou que além da grave crise de abastecimento de água, São Paulo vêm apresentando inúmeros problemas. A queda na qualidade da educação do estado, que ocupa apenas o 10º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). "São Paulo representa, acima da tragédia da falta de água, o colapso na educação, na saúde, na segurança pública e nos transportes. Tivemos mais de 60 colapsos no sistema de metrô e trem e o partido da mídia blindou”, pontua.

Além do debate político e organizativo,  foi publicada a Carta Compromisso, que destaca que o estado de São Paulo teve um recuo, de 37% para 30%, na participação do PIB e a necessidade urgente de construção de um projeto popular para um estado de São Paulo inclusivo, justo e solidário: “É urgente e necessário um projeto político para São Paulo, que se enraíze nos problemas e propostas e se nutra da vontade que o povo tem de provocar as mudanças necessárias”diz o texto da Carta.


O Fórum dos Movimentos Sociais do Estado de São Paulo é um passo importante, para construir um projeto de política e sociedade, que priorize o crescimento a partir do combate às desigualdades sociais, no estado de São Paulo. 

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