sexta-feira, 26 de junho de 2015

Túneis sem luz e ventilção e risco de desabamento na favela Jacaraipe


Finalmente a esperança de que teremos uma boa notícia. Educadores do Programa Urbano acompanharam a vistoria do Engenheiro responsável pela construção dos alojamentos da Favela Jacaraipe, na Av. do Estado. O objetivo é  para fazer um levantamento da situação atual e encaminhar relatório para Subprefeitura Vila Prudente. O alojamento provisório foi feito pela COHAB há 13 anos se transformou em um emaranhado de barracos sobrepostos e as famílias que ali residem estão correndo sérios riscos.

Para chegar em algumas moradias  da favela Jacaraipe é necessário percorrer túneis sem ventilação,
iluminados por lâmpadas, pois a luz do sol não entra. Os barracos que ficam na parte de baixo estão correndo sérios riscos, pois a viga, que sustenta 15 mil litros de água da caixa, está cedendo.

Esta favela, que ocupa uma área mista  (parte do terreno é da prefeitura e a outra parte da construtora Ibitirama) pegou fogo há 13 anos, na época foi construído um alojamento provisório de dois andares, para abrigar as famílias que perderam suas casas. De lá para cá outras famílias, sem-teto, foram ocupando por cima e virou um emaranhado insalubre e de alto risco. Não existe rota de fuga. Não existe ventilação. Meio dia se apagar a luz é noite. Os educadores do PU, junto com  as lideranças locais, vêm lutando junto ao poder público, em busca de providência urgente para a situação. 


O engenheiro que fez a vistoria e foi  o responsável pela construção do alojamento no passado, disse que vai sugerir a remoção das famílias. Será necessário uma ação conjunta da COHAB com a Secretaria Municipal da Habitação. Nós continuaremos apoiando a luta das famílias junto ao poder público.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dia Nacional de Luta por Políticas Públicas com Participação Popular

Educadoras do Programa Urbano participaram, neste domingo, 31 de maio, do Dia Nacional de Luta por Políticas Públicas com Participação Popular, organizado pela Central de Movimentos Populares – CMP, com o tema  “Pelo Poder Popular, Mais Direitos e Contra o Golpe.
O ato em São Paulo aconteceu na Praça da Sé, no centro da cidade, e reuniu diferentes organizações e movimentos populares representantes dos sem teto, saúde, mulheres, associações de moradores, educação, juventude, combate ao racismo, LGBT, grupos da periferia, entre outros, todos filiado à Central de Movimentos Populares (CMP).
A CMP promete estar nas ruas em defesa do poder popular, de mais direitos, contra o ajuste fiscal, contra a fúria direitista, a tentativa de golpe, contra a terceirização, contra a redução da maioridade penal, pelo fim do genocídio contra a juventude negra, pela desmilitarização das polícias e o fim dos autos de resistência, pelo plebiscito da constituinte exclusiva e o fim do financiamento empresarial como forma de combater a corrupção, e pela reforma urbana e a manutenção e ampliação dos direitos e programas sociais.

Além da característica política, o ato promoveu ações em tendas e apresentações culturais das 9h00 às 14h00.  Seis tendas espalhadas na praça ofereceram materiais informativos,  sobre as questões sociais e reivindicações de políticas públicas para mulheres, saúde, crise da água, moradia, discriminação racial, defesa do plebiscito constituinte, reforma política, entre outros temas.