terça-feira, 18 de agosto de 2015

FAMÍLIAS DO JDM PARANÁ LUTAM POR ÁGUA POTÁVEL

Na quarta-feira, 12 de agosto, representantes das famílias do Jdm Paraná, região da Brasilândia, participaram de audiência na Defensoria Pública do Estado de São Paulo, para buscar uma solução para os graves problemas que a comunidade enfrenta, por falta de saneamento básico e infra estrutura. A educadora  Josélia Martins tem acompanhado a luta das famílias desde 2013 e participou do encontro.

Cerca de mil famílias residem nesta área classificada, como de risco, pelas autoridades. A falta de saneamento básico é um dos graves problemas. A Sabesp se nega a fazer a canalização da água e do esgoto, alegando que a água não tem pressão suficiente para subir o morro e que a área é irregular. Diante da negativa da Sabesp as famílias fazem ligações clandestinas, com o uso de mangueiras e de uma bomba, que envia a água até as residências, ocorre que essas mangueiras passam por dentro Córrego Bispo, no meio da água contaminada por esgoto.


Orientadas pela educadora do Programa Urbano, as famílias solicitaram análise da água, mas até o momento a Sabesp não deu retorno. As famílias desconfiam que muitas doenças na comunidade sejam causadas pela água contaminada. Renata Lúcio conta que Leonardo dos Santos, seu companheiro, há um ano e meio faz hemodiálise, acometido por Tuberculose Renal, que paralisou seus rins aos 24 anos. O casal tem cinco filhos com idades entre 14 e 5 anos. Renata conta que é comum ver crianças brincando na água do córrego.

Depois que a educadora do Programa Urbano, José Martins passou a acompanhar a comunidade, 40 famílias em maior vulnerabilidade social foram cadastradas no NIS e 12 delas já estão recebendo o Bolsa Família. Estão lutando junto à prefeitura para que as famílias mais afetadas sejam incluídas no parceria social e que um muro de arrimo seja construído para diminuir os riscos.
As famílias foram recebidas pela Defensora Marina Craveiro, do Núcleo de Habitação. A defensoria pode entrar com um processo para exigir  intervenções da Sabesp, Eletropaulo e Prefeitura. A defensora pública solicitou que antes as famílias sejam informadas que existirá a possibilidade de remoção de algumas delas. Os representantes terão nova audiência dia 20, para trazer a posição da comunidade. 



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