domingo, 23 de agosto de 2015

MUTIRÃO PARA CONSTRUIR CISTERNAS E MITIGAR PROBLEMAS DA CRISE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM SÃO PAULO

Cisterna da D. Orminda
A educadora Terezinha Silva continua com seu belo exemplo de que cada cidadão pode fazer a sua parte, no enfrentamento às mudanças climáticas e a crise de abastecimento de água. 

Oficina Dom Bosco
A  construção de cisternas, que acopladas à calha do telhado reservam a água de chuva, que serve para lavar banheiros e quintal e uma experiência tem sido multiplicada nas favelas e comunidades onde o Programa Urbano atua, com o apoio da Cartilha.  
Também já foi levada para outros municípios e até outros países através de inúmeras reportagens de diferentes veículos de comunicação. O último mutirão foi com os jovem das Comunidades Vergueirinho e Divinéia, na Zona Leste da Capital Paulista. 


O Programa Urbano trabalha junto às comunidades,para mitigar os problemas com abastecimento de água, nas comunidades em extrema vulnerabilidade social e ao mesmo tempo atua junto ao poder público por medidas estruturais.

Nós defendemos  políticas públicas de enfrentamento à crise de abastecimento de água em São Paulo. Esta é bandeira prioritária das ações do Projeto “Promovendo uma cidade inclusiva e sustentável” co-financiado pela União Européia.  Defendemos que o Governo do Estado tome medidas urgentes para mudar a política de abastecimento de água e que a sociedade participe nas resoluções.

A crise de abastecimento de água não é fruto somente do atraso das chuvas, mas também  da falta de obras e do modelo da gestão privada da água, um bem que é direito fundamental. A Sabesp desperdiça quase um terço da água por causa da falta de manutenção dos encanamentos, pois tem sido prioridade da empresa de saneamento garantir a distribuição de lucros para acionistas.

O Conselho Municipal das Cidades reforça a necessidade da prefeitura ter um papel mais proativo nessa crise. E nós reafirmamos essa necessidade, pois a falta de solução para os problemas de déficit habitacional ameaça as áreas de mananciais.  Fica mais urgente produzir habitação de interesse social, no Centro de São Paulo para evitar ocupação destas áreas.

A falta de políticas públicas para moradia popular, próxima ao local de trabalho, faz com que muitas pessoas busquem beiras dos córregos e áreas de preservação ambiental para morar. A cidade de São Paulo chegou aos limites da expansão – as áreas de mananciais estão ocupadas e o desmatamento pode comprometer ainda mais o fornecimento de água, que já está precário. No mês de março de 2014, com o atraso da chuva, a capacidade do Sistema Cantareira, que abastece as zonas Norte e Central, partes da Zona Leste e Oeste e cerca de 10 municípios da Grande São Paulo, caiu ao nível de 3.5%, o mais baixo da história. Além disso, com a expansão da cidade, corre-se o risco de destruir o que resta de Mata Atlântica.  Este ano de 2015, após as chuvas de verão, o nível não conseguiu se recuperar e já se fala em racionamento.

O Programa Urbano atua para a redução da pobreza urbana em São Paulo desde 2007. Em 1º de janeiro de 2013, uma nova fase deste programa começou com o projeto “Promovendo uma Cidade Inclusiva e Sustentável”, financiado por CAFOD e a União Europeia, com duração de três anos. O foco desta nova fase é a redução das vulnerabilidades sócio-ambientais e impactos das mudanças climáticas nas comunidades de baixa renda em São Paulo. Não é possível pensar em moradia digna sem considerar meio ambiente e vice-versa. Somente o exercício pleno de todos os direitos, sejam eles sociais, ambientais, culturais, pode assegurar a cidade justa e sustentável, para que cidadãos e cidadãs não fiquem excluídos.



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