terça-feira, 15 de setembro de 2015

Horta urbana na Ocupação São João, 588

O Coletivo Cultural da Ocupação São João, 588, que conta com o apoio de educadores do Programa Urbano, promoveu oficinas de horta urbana. O espaço onde agora está a horta que abastecerá a comunidade era muito diferente em 2010. “Aqui tinha muito lixo e água parada, limpamos tudo e transformamos. Fizemos a mesma coisa em todo o prédio. A ocupação não é uma moradia 100%, mas ao menos as famílias estão protegidas da chuva.” afirma Mildo Ferreira dos Santos.

O antigo Hotel Colúmbia Pálace ficou abandonado por 17 anos. Fotos
feitas em 2010 mostram o estado de abandono em que se encontrava,  no Centro da Cidade de São Paulo, rodeado de toda infra-estrutura. No dia 3 de outubro próximo completa cinco anos que o prédio foi ocupado, limpo e revitalizado pelos sem-teto. Desde então os seis andares estão ocupados por 91 famílias.



“Antes eu só trabalhava, trabalhava e não conseguia pagar um aluguel sozinho. Quando minha avó morreu vim pra cá e conheci a organização pra luta. Hoje graças à Apoio e o Programa Urbano conheço os direitos fundamentais garantidos pela Constituição. E já comecei a contagiar meus cinco irmãos que moram no interior. Agora eles já entendem o processo da luta necessária para nós pobres termos nossos direitos garantidos”.



Atualmente Mildo, que está com 33 anos, é coordenador de grupos de base da luta por moradia na Zona Norte, faz parte do Coletivo Cultural da Ocupação 588, é uma das lideranças do MSTRU e está cursando Serviço Social na faculdade. “Meu objetivo é transmitir para outras pessoas o conhecimento que recebi, para que elas possam também buscar os seus direitos.

Mildo lamenta o fato de o Judiciário não aplicar a lei, contra o abandono de prédios devedores de impostos, que ficam décadas, cheios de pragas, enquanto os trabalhadores não têm onde morar. “Nossa luta também é para que prédios como esse sejam transformados em moradia social.”.
Além da moradia a Ocupação São João 588 oferece uma vida sócio-comunitária pulsante para seus moradores: Saraus; Café Imaginário, Teatro, Cinema, biblioteca,  festas, dança e agora uma horta que pretende abastecer a comunidade local e multiplicar a experiência para outras comunidades.





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